O Pequeno Príncipe - Amor e Amizade
Postado por Rô Maia
“Certa manhã, (o narrador) é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: "Desenha-me um carneiro"? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade. O principezinho havia deixado seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa. Em suas andanças pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças!
Um rei pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo se dizia sábio, mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.
(http://www.paralerepensar.com.br/exupery.htm)
Um livro que era para ser somente um livro... Com sua singela fábula, ensina-nos poder inestimável do amor incondicional e da amizade. Muitos já falaram sobre o amor incondicional, muito mais ainda sobre a amizade.
Quero falar sobre o que representa essas duas coisas para mim... E por isso, escolhi como ponto de partida esse maravilhoso livro. A amizade é uma construção diária de verdade, de doação ao outro, de confiança. Não são todos que podemos chamar de amigos, mas quando o chamamos é porque, com certeza, daríamos a vida por essa pessoa. E se para faze-la feliz, for preciso afastar-se, mesmo que essa atitude nos doa no fundo do coração, assim o faremos, assim como fez o Pequeno Príncipe que pega “carona” na calda de um cometa para ir a outros planetas e tentar esquecer sua Rosa, porque acreditava que esse era o melhor para ela.
Estranho esse sentimento, não é? Conheço pessoas que diriam que isso é “doentio”. Outras, acho que me entenderiam. Graças a Deus, somos diferentes um dos outros e mesmo em nosso comum sentimento de egoísmo – vejam, para mim, o que difere uma pessoa da outra é como ela ama, o que nos iguala é como somos egoístas. Mas vejam, é a minha opinião.
Então, caímos no tema “Amor”. Ah... Não existe amizade verdadeira se não houver amor. E todo mundo sabe porque... Mas... Assim como a Rosa, egoísta e orgulhosa, que quer ser amada, mas não se doa, há uma infinidade de pessoas que fazem da amizade um caminho para o “status social”, há pessoas que se apóiam em outras para alcançar objetivos internos e fundamentalmente, “tapar o sol com a peneira” a falta de auto-estima. Essas não sabem que “amor só se paga com amor”, nem o que é "amar incondicionalmente”. Querem para si o que lhes pertencem e o que pertence ao outro por puro capricho.
Já o amor incondicional, aquele que nada exige, apenas existe, não quer pertencer ou ter para si, porque ele o é por si só. Esse doar-se, esse entregar-se é algo tão raro e tão frágil que poucos percebem...Até mesmo entre amigos.
A lição do Pequeno Príncipe é tão simples e existe dentro de cada um de nós. Alguns sabem usar com maestria para manter-se sempre amando verdadeiramente, outros a destroem dentro de si mesmos por medo da verdadeira entrega. Vemos histórias lindas de crianças adotadas e amadas, independente de seu caráter ou aspecto físico. Vemos jovens dedicando-se a seus pais doentes, com o carinho que os mesmos, quando sadios lhe ofertaram, sem medo de perderem sua juventude por estarem em meio a essa doação. Mas também vejo filhos que tripudiam seus pais e, ironizam; e, os ridicularizam para seus amigos, só porque eles em algum momento, apontaram uma falha, porque temos falhas. Vejo pessoas dizendo-se aceitar a adoção, mas sempre com desculpas para não a concretizar.
Mundo difícil porque as pessoas são difíceis. Então, vem um Pequeno e Frágil Príncipe e nos mostra que se for preciso morrer para estar perto de um amigo, de alguém que amamos, que morramos então, ou a vida não terá sentido.
O Sítio do Picapau Amarelo
Postado por Rô Maia
Então... hoje eu vou deixar aqui um pedaço das minhas memórias... Agradeço profundamente as pessoas que dispuseram essas preciosas imagens no Youtube e assim, depois de uma breve pesquisa, posso compartilhar com vocês um pedacinho da minha infância. Aliás, a infãncia de muita gente!
Pois é... eu também já fui criança. Posso dizer que amanhã também é o meu dia?
Estréia amanhã no Teatro Procópio Ferreira, "O Sítio do Picapau Amarelo"!!
Feliz dia das crianças para nós, adultos!
Sítio do Picapau Amarelo: O Casamento da Emília (1977)
Mulheres na arte - PAGU
Postado por Rô Maia
Pela segunda vez assisto ao filme Eternamente Pagu. Na primeira vez, assisti normalmente como a maioria das pessoas querendo conhecer a história, mais curiosa sobre quem era Pagu, como desenrolava a história e como terminaria.
Desta vez foi diferente. Eu assisti o filme me perguntando: “O que representou Pagu para a história do Brasil?” E comecei a ver detalhes que antes eu não havia percebido. Pagu foi mais que uma escritora, jornalista e militante comunista. Vocês sabiam que Pagu foi quem trouxe as primeiras sementes de soja da Ásia para o Brasil e que hoje é um dos nossos produtos agrícolas de maior produção? Foi a primeira presa política brasileira? Que entrevistou Sigmund Freud e assistiu a coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês?
Patrícia Redher Galvão, antes de se tornar Pagu, já possuía um comportamento rebelde e de vanguarda para as mocinhas de sua época, usando roupas decotadas e transparentes, pintando os lábios de roxo, fumando na rua. Aos 15 anos já escrevia para Brás Jornal e aos 18, logo após se formar na Escola Normal da Capital, em são Paulo, já se integrou ao movimento antropofágico, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsilia do Amaral, ficando conhecida como a musa do movimento. Ao contrário do que dizia, não participou da Semana da Arte Moderna. Tinha 12 anos na época.
Pagu defendia a participação ativa da mulher na política brasileira. Escandaliza a sociedade ao casar-se com Oswald de Andrade, após a separação de Oswald e Tarsila do Amaral. Foi correspondente de vários jornais, foi presa, torturada. Mas não deixou que sua força e sua energia perdessem o viço nesses anos de luta.
Escritora, foi dela o primeiro romance do proletariado brasileiro, Parque Industrial, em 1933, sob o pseudônimo de Mara Lobo.
Há tanta coisa a se descobrir e aprender sobre Patrícia Galvão, a Pagu. Tanta literatura, sites, filmes e poesias em sua homenagem. Não deixem de ver e descobrir a garra dessa escritora e jornalista brasileira. Uma das mulheres mais influentes do século 20.
Pagu
Patrícia Galvão
Mulheres na Arte - Zélia Gattai
Postado por Rô Maia


Neste final de semana, o Brasil perdeu mais uma de suas ilustres figuras - Zélia Gattai.
Eu conheci Zélia Gattai através de Jorge Amado, me emocionei com várias passagens de Anarquista, Graças a Deus e descobri uma mulher forte, politizada e eternamente apaixonada.
Tem tantos lugares para se conhecer um pouco de Zélia Gattai, que não farei aqui um discurso didático sobre ela. Mas vou pincelar um pouco sobre essa artista, que fez da arte um ato de amor.
Zélia deixou para o mundo, em imagens, grandes momentos do escritor Jorge Amado, através da fotobiografia - Retrato incompleto.
Parece coisa simples, banal? Não, o Brasil é um país de pouca memória e ter um registro desse para a posterioridade, significa fincarmos raízes, fazermos história. Nossos netos e bisnetos vão poder conhecer entre livros e fotografias a obra e a vida de um dos maiores escritores brasileiros, mundialmente reconhecido.



