Mulheres na Arte - Carmen París - Parte 3
Postado por Rô Maia
Carmen París
( por Themis )
( por Themis )
2008 – InCubando
Terceiro trabalho de Carmen París literalmente “incubado” em Cuba onde ela esteve por quatro meses compondo. InCubando continua conceitualmente ligado à jota aragonesa, mas com nítida influencia dos ritmos cubanos.
InCubando conta com a colaboração de Ludmila Mercerón, Santiago Auserón y Haydeé Milanés, filha de Pablo Milanés, com quem Carmen "jotea" um poema de José Martí.
Música: Caramelo
Para saber mais de Carmen Paris:Site Oficial
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E como despedida, uma música que deve comover qualquer emigrante, seja de onde for.
Albada (na gaita Hevia, composição de Labordeta).
Até outro dia...
Mulheres na Arte - Carmen París - Parte 2
Postado por Rô Maia
Carmen París
( por Themis )
( por Themis )
Discografia:
2002 – Pa’ mi gênio
Pa' mi genio foi o CD de estréia de Carmen París, depois de mais de duas décadas de trabalho nos palcos. Vendeu 40.000 copias e recebeu o premio de Melhor Álbum de música Tradicional (Premios de la Música 2002).
Música: Pa’ mi gênio
2005 – Jotera lo serás tú
Seu segundo disco onde a jota está misturada a diversos padrões sonoros, tanto da América do Sul, quanto do mediterrâneo, com cadencia árabes e, inclusive, com “pitadas” de rock.
Música: Chavalica
Mulheres na Arte - Carmen París - Parte 1
Postado por Rô Maia
Carmen París
( por Themis )
( por Themis )
Carmen estudou violão, piano clássico, violoncelo,dança e canto. Desde criança sabia que ia ser cantora e atuava em festas e comemorações religiosas ou cívicas. Foi regente de coral de igreja e, aos 17 anos, profissionalizou-se tocando em bandas e grupos de várias vertentes: rock, jazz, bossa (onde cantava versões de música brasileira, principalmente de Milton Nascimento e Djavan).
A vasta experiência fez de Carmen Paris uma artista completa: cantora, compositora, arranjadora, atriz, dançarina, percussionista.
Com o bailarino Miguel Ángel Berna fez um espetáculo (Savia Nueva - 1997) sob a direção de Antonio Canales, onde além de compor as músicas, atuou como dançarina.
A partir desse espetáculo Carmen París decide lançar-se como “cantautora”, ou seja, como cantora e compositora em disco solo. Grava uma fita demo caseira e busca contatos para viabilizar a gravação de um disco.
Casualmente em um bar de Madrid encontra-se com Chano Domínguez que se interessa por suas músicas e em abril de 1999, em quatro dias, é gravado o disco “Pa’ mi Genio”, onde a maioria das músicas são as que formavam o espetáculo Savia Nueva.
Com o disco gravado Carmen parte em busca de uma empresa fonográfica interessada em lançar o disco. Finalmente, após oito meses de trabalho, por indicação pessoal de Alejandro Sanz, foi convidada pela Warner a regravar o disco “Pa’ mi Genio” que foi lançado em 2002.
A partir daí Carmen vem obtendo cada vez mais sucesso e participando em eventos de importância no âmbito cultural e artístico da Espanha.
Seria muito vasto relatar aqui todas as ações e atuações artísticas e sociais de Carmen París nos últimos anos. Carmen faz parte da “Plataforma de Mujeres Artistas pela Paz” e participa de atos que visam preservar o meio ambiente, principalmente nas questões relativas a água e condições de vida em seu país.
Carmen París não é uma “jotera”. É uma artista que a partir de suas influências regionais cria outros sons fusionando a Jota (ritmo típico da região de Aragão e Navarra) com diversos outros ritmos sejam eles espanhóis (chotis, flamenco ou Zarzuela), africanos, jazz ou da América Latina (inclusive com o samba).
Mulheres na Arte - María Fux
Postado por Rô Maia
Através do movimento, ao ritmo da música, vamos tomando consciência e percepção do nosso corpo, deixando-nos dançar, não como um ato artístico, mas como uma entrega de nós mesmos aos demais através de nossas criações, nossas expressões e, assim, transformando nossos medos ou problemas sensoriais ou físicos em o que realmente somos e o que realmente podemos.
Não dançamos apenas por gostar, ou para expressar a beleza do movimento. Muitas vezes, em nossa dança transmitimos raiva, angústia, dor e os movimentos podem ser grosseiros, rápidos e esteticamente feios. Isso não importa. O importante é que saibamos nos aceitar e que busquemos esse encontro conosco e com os outros para um enriquecimento interno como ser humano.
María Fux escreveu vários livros sobre o assunto, formou vários dançaterapeutas, inclusive brasileiros e criou sua Escola de Dança onde possui um trabalho é interativo, atuando com alunos surdos, mudos, com síndrome de Down , idosos e outros.
"Sabemos y aceptamos que el cuerpo ideal no existe, y nos vinculamos con el cuerpo expresivo, generoso, que cambia con el tiempo y con las emociones, que busca, que siente". - María Fux
María Fux
Mulheres na arte - PAGU
Postado por Rô Maia
Pela segunda vez assisto ao filme Eternamente Pagu. Na primeira vez, assisti normalmente como a maioria das pessoas querendo conhecer a história, mais curiosa sobre quem era Pagu, como desenrolava a história e como terminaria.
Desta vez foi diferente. Eu assisti o filme me perguntando: “O que representou Pagu para a história do Brasil?” E comecei a ver detalhes que antes eu não havia percebido. Pagu foi mais que uma escritora, jornalista e militante comunista. Vocês sabiam que Pagu foi quem trouxe as primeiras sementes de soja da Ásia para o Brasil e que hoje é um dos nossos produtos agrícolas de maior produção? Foi a primeira presa política brasileira? Que entrevistou Sigmund Freud e assistiu a coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês?
Patrícia Redher Galvão, antes de se tornar Pagu, já possuía um comportamento rebelde e de vanguarda para as mocinhas de sua época, usando roupas decotadas e transparentes, pintando os lábios de roxo, fumando na rua. Aos 15 anos já escrevia para Brás Jornal e aos 18, logo após se formar na Escola Normal da Capital, em são Paulo, já se integrou ao movimento antropofágico, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsilia do Amaral, ficando conhecida como a musa do movimento. Ao contrário do que dizia, não participou da Semana da Arte Moderna. Tinha 12 anos na época.
Pagu defendia a participação ativa da mulher na política brasileira. Escandaliza a sociedade ao casar-se com Oswald de Andrade, após a separação de Oswald e Tarsila do Amaral. Foi correspondente de vários jornais, foi presa, torturada. Mas não deixou que sua força e sua energia perdessem o viço nesses anos de luta.
Escritora, foi dela o primeiro romance do proletariado brasileiro, Parque Industrial, em 1933, sob o pseudônimo de Mara Lobo.
Há tanta coisa a se descobrir e aprender sobre Patrícia Galvão, a Pagu. Tanta literatura, sites, filmes e poesias em sua homenagem. Não deixem de ver e descobrir a garra dessa escritora e jornalista brasileira. Uma das mulheres mais influentes do século 20.
Pagu
Patrícia Galvão
Mulheres na Arte - Isadora Duncan
Postado por Rô Maia

"A beleza da arte não é feita de ornamentos, mas daquilo que flui da alma humana inspirada e do corpo que é seu símbolo..." - Dora Angela Duncanon (São Francisco, 27 de maio de 1877 — Nice, 14 de setembro de 1927).
Eu era ainda uma menina quando Isadora Duncan entrou na minha vida. Eu assisti um filme sobre a sua vida e sua dança. Sua trágica morte ficou gravada em minha memória pela ironia da própria vida. Mas sua ideologia, sua forma de ver e fazer sua arte também ficou impregnada em mim. Acho que foi exatamente depois de conhecer Isadora Duncan que eu passei a olhar a dança de outra forma, como uma possibilidade de liberdade de mim mesma.
Quando vejo minha filha dançar, sem as preocupações com os passos corretos aprendidos no balé, criando e inovando movimentos ao som da música, seja ela qual ritmo for, não consigo não pensar em Isadora.
Isadora começou a estudar balé clássico ainda pequena. E desde essa tenra idade, já
demonstrava não conseguir limitar sua arte aos extremismos exigidos da dança em sua época. Aos 11 anos, já dançava criando seus próprios e libertos movimentos. Ela era revolucionária, contestadora, criadora. Foi a iniciadora do balé moderno, abandonou os Estados Unidos, foi morar na União Soviética, usando sua arte como forma de contestar as formas rígidas e buscando com suas túnicas coloridas, seus
pés descalços e seus movimentos leves e soltos uma dança livre, cujo único compromisso era a liberdade da própria dança e consigo mesma.Com sua forma de ver e viver sua arte, Isadora revolucionou não só a dança como toda uma sociedade. Avessa ao casamento, - dizia que era uma forma de subjulgação feminina - tornou-se um dos símbolos do feminismo.
Isadora esteve no Brasil, em agosto de 1916, em uma única apresentação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ela tinha 38 anos na época. Deixou um pouco da sua energia aqui para nós.
Vale a pena conferir um pouco mais sobre sua vida e sua dança:
Isadora Duncan (em inglês)
O Balé Revolucionário de Isadora Duncan
Cultura e Conhecimento: Teatro - Isadora Duncan
Mulheres na Arte - Frida Kahlo
Postado por Rô Maia


Com Frida Kahlo, uma das principais pintoras mexicanas, seu potencial artístico se revelou em meio a um processo de convalescência após um grave acidente e que lhe rendeu inúmeras cirurgias. E no seu curto período de vida (1907 - 1954) deixou inúmeros auto-retratos e natureza morta, com cores vibrantes - típico da arte mexicana.
Quando se apaixona por Diego Rivera, famoso muralista mexicano, após entrar para o Partido Comunista Mexicano, a arte se une com a política e em suas obras surge a afirmação de sua identidade mexicana, utilizando-se do folclore e da arte popular em seus quadros. É amiga de Léon Trotski, tem sua arte definida por André Breton como
surrealista, o que rebate posteriormente dizendo que "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".Após 4 anos de sua morte, sua casa familiar conhecida por Casa Azul se transforma em Museu Frida Kahlo, mas sua fama só cresceu postumamente na década de 1980, com a publicação de vários livros sobre sua vida e obra.
Salma Hayek viveu no cinema Frida Kahlo em "Frida".

Há jóias, perfumes, óculos e vários outro produtos com a marca Frida Kahlo, demonstra o fascínio que sua figura sempre teve e mesmo que Frida nunca tenha - em vida - sido considerada um grande exito como artista, sempre foi fiel a sua arte .
Visitem: FRIDA KAHLO
FRIDA KAHLO - WIKIPÉDIA
Mulheres na Arte - Zélia Gattai
Postado por Rô Maia


Neste final de semana, o Brasil perdeu mais uma de suas ilustres figuras - Zélia Gattai.
Eu conheci Zélia Gattai através de Jorge Amado, me emocionei com várias passagens de Anarquista, Graças a Deus e descobri uma mulher forte, politizada e eternamente apaixonada.
Tem tantos lugares para se conhecer um pouco de Zélia Gattai, que não farei aqui um discurso didático sobre ela. Mas vou pincelar um pouco sobre essa artista, que fez da arte um ato de amor.
Zélia deixou para o mundo, em imagens, grandes momentos do escritor Jorge Amado, através da fotobiografia - Retrato incompleto.
Parece coisa simples, banal? Não, o Brasil é um país de pouca memória e ter um registro desse para a posterioridade, significa fincarmos raízes, fazermos história. Nossos netos e bisnetos vão poder conhecer entre livros e fotografias a obra e a vida de um dos maiores escritores brasileiros, mundialmente reconhecido.
Zélia - A Escritora


Mesmo tendo um marido famoso, Zélia encara a máquina de escrever, agora para colocar no papel suas memórias em verso e prosa. O primeiro livro - Anarquistas, Graças a Deus - como já disse é emocionante. Mas ela não parou por aí. Foram 9 livros de memórias, 3 livros infantis, 1 fotobiografia e 1 romance, muitos tendo sido traduzidos para outros idiomas - francês, italiano, russo, espanhol...
Zélia - A Premiada
Isso mesmo. Uma artista brasileira, paulista, com um histórico de muitos prêmios em sua carreira e membro da Academia Brasileira de Letras, cadeira que assumiu desde o falecimento de Jorge Amado.



